24 de setembro de 2010

Poema.

Não fazes dias desde que foste à tão longínquas terras
Desolado, recolhi-me a meu recanto
Em outubro, caíram as primeiras águas
E estas, confundiram-se com meu pranto.


Cada dia, vem-me teu rosto a meu pensamento
Teu sorriso serve ao meu contento
Descubro-me lôbrego ao sozinho, a noite, ficar
Não tardes a voltar.


Aturdido fico neste desespero néscio
Percorro as ruas lhe procurando
E dessa esperança parva, torno-me lacaio
Não tardes a tornar a cá.


Minh'alma afoga em sua própria atonia
És tua falta meu anemiante
Não abstraia-me de teu amor
Afague enfim meu anelo.

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