Liberdade. Palavra que se dissolve impertinente e assiduamente em nossas mentes e a qual buscamos por várias gerações seus verdadeiros significados. Vários ramos, tanto da ciência como da religião tentam teorizar um conceito definitivo sobre ela. Outros preferem atoleimar-se diante da questão. Não vos passa pela mente que talvez não saibamos o que é liberdade justamente porque nunca de fato tenhamos-la sentido?
Pensamos seguir e formalizar nossas próprias idéias e caminhos. Mas, se enfim repensarmos o passado, perceberemos que tudo isso veio para nós através de nossos pais, que por sua vez receberam de seus pais e assim sucessivamente, de modo que foi preciso somente alguns seres humanos darem os primeiros pontapés. O que é esquecido por nossos genitores é passado via televisão, livros, revistas e manuscritos.
Desde que nascemos, nossa mente é invadida por valores éticos, advindos do mundo externo. Bombardeiam-nos com ideais, ensinamentos morais. Em meio à nossa atonia mental, tudo o que fazemos é receber, engolir tudo isso. Para padronizar isso, criou-se o que chamamos de escola.
Não só isso. Somos cegados pelos habitantes do mundo. Uma tela de vidro com permeabilidade seletiva é colocada na frente dos fatos. Notícias e fatos interpretados e inventados pelas emissoras. Daí, desse poço de informações, que nada nos garante não ser corrompido, que tiramos nosso pensamentos e nossas verdades.
Em um fundo resguardado de nossa consciência, sabemos que não temos mais do que pré-conceitos convencionados passados de geração em geração. Será por isso que, em meio a ensinamentos sagrados, foi dito que somos livres para escolher nossos caminhos? Para pelo menos fingirmos ter certeza de que não somos controlados? Não é acdérmico pensar nisso, o mesmo foi feito com a morte. Criamos a certeza para não viver no medo e escuridão da incerteza.
Lembro-lhes que podemos não sentir o controle. Ele pode vir de maneiras mais peculiares do que ordens, como gostos e desgostos e idealizações pré-programados e instalados em nossa mente quando somos feitos (o modo que for). Não deixemos de viver, mas também não fechemos os olhos. Somos apalermados e o que nos resta é esperar para a resposta ser enxergue, como um gajeiro avistando uma ilha.
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