Não fazes dias desde que foste à tão longínquas terras
Desolado, recolhi-me a meu recanto
Em outubro, caíram as primeiras águas
E estas, confundiram-se com meu pranto.
Cada dia, vem-me teu rosto a meu pensamento
Teu sorriso serve ao meu contento
Descubro-me lôbrego ao sozinho, a noite, ficar
Não tardes a voltar.
Aturdido fico neste desespero néscio
Percorro as ruas lhe procurando
E dessa esperança parva, torno-me lacaio
Não tardes a tornar a cá.
Minh'alma afoga em sua própria atonia
És tua falta meu anemiante
Não abstraia-me de teu amor
Afague enfim meu anelo.
Nossas vidas, nossos mortos, nossos caminho tortos. Entre tudo isso vagueia nossos pensamentos. O meu foi parar aqui. E que o gélido sopro da morte aqueça nossos corações congelados de tédio e modernidade.
24 de setembro de 2010
15 de setembro de 2010
Religião.
Houve muitas tentativas para explicar o porquê de sua existência. Permita-me dizer que todas são, de certa maneira, falhas. Não creio que homem algum conseguirá tal proeza. E já vos afirmo, este não serei eu. Não caberá a mim dizer qual a verdadeira acepção de religião, mas produzir questionamentos e críticas quanto a seus seguidores e pregadores.
Concentrar-me-ei na doutrina mais imperialista e expansionista ainda existente, Cristianismo. Foi nele em que, durante a história, Deus mostrou-se nunca ser o mesmo. Líderes religiosos fechados em concílios desde seu surgimento transladam o pensamento divino em prol de maior número de fiéis. Deus nunca se mostrara como o descrito originalmente, mas como o Homem e a igreja necessitavam. Quando este precisou ser amedrontador e controlador, ele foi. Quando foi preciso sua misericórdia, ele a tinha. Aqui, afirmo a vós, somente a irrefutável verdade. Não há um Deus cristão único.
São os que se sentam no mais baixo piso das igrejas que fecham os olhos para os feitos burgueses da igreja. Parvos são os seguidores que vergam suas vontades e sucumbem diante aos líderes religiosos. E empalermados os católicos são, ao achar equivocado pagar à igrejas evangélicas uma vez que estes mesmos pagam o dízimo.
São os que se sentam no mais baixo piso das igrejas que fecham os olhos para os feitos burgueses da igreja. Parvos são os seguidores que vergam suas vontades e sucumbem diante aos líderes religiosos. E empalermados os católicos são, ao achar equivocado pagar à igrejas evangélicas uma vez que estes mesmos pagam o dízimo.
Fato é também que as religiões não recebem necessária fidelidade. A dúvida quanto ao que nunca foi visto pelos olhos persiste sobre os fieis. A fé mostra a sua discreta atonia diante da inacabável escuridão do desconhecido pelo homem. Ajoelha-se diante da dúvida. Os mais devotos, em via de falecimento, até mesmo estes cujas vidas foram restituídas à igreja, ainda rezam contra a morte ou ao menos, numa faísca perguntam-se numa breve frase: "será?". Não é por acaso que em casos de sobrevivência ao extremo, denomina-se "milagre". Afinal vos pergunto. Que há de bom em permanecer na Terra e adiar o encontro com o Senhor?
Um cético não é aquele, portanto que acreditam com veemência na não existência de Deus, mas sim aquele que aceita a escuridão que cobre o conhecimento e cultiva as dúvidas inelutáveis e não respostas de pouco crédito nas quais fingimos acreditar para cobrir os buracos de nossas virtuosas vidas. Afirmar a ciência é tão equivocado quanto crer cegamente em um seguimento religioso. A resposta é a dúvida.
Nestes últimos tempos, mais céticos tem chegado ao globo. Ao contrário do que dizem, não é a fé que se acaba. Ela na verdade se fortalece. Tornou-se perceptível ao povo que ela não se baseia nas igrejas, mas na consciência de cada indivíduo. Cego é seguir uma resposta e mentir para si mesmo de que não há dúvidas, esperando uma absolvição divina. Não apalermais-vos sob as mãos das igrejas. Aceites que de nada sabes.
11 de setembro de 2010
Liberdade.
Liberdade. Palavra que se dissolve impertinente e assiduamente em nossas mentes e a qual buscamos por várias gerações seus verdadeiros significados. Vários ramos, tanto da ciência como da religião tentam teorizar um conceito definitivo sobre ela. Outros preferem atoleimar-se diante da questão. Não vos passa pela mente que talvez não saibamos o que é liberdade justamente porque nunca de fato tenhamos-la sentido?
Pensamos seguir e formalizar nossas próprias idéias e caminhos. Mas, se enfim repensarmos o passado, perceberemos que tudo isso veio para nós através de nossos pais, que por sua vez receberam de seus pais e assim sucessivamente, de modo que foi preciso somente alguns seres humanos darem os primeiros pontapés. O que é esquecido por nossos genitores é passado via televisão, livros, revistas e manuscritos.
Desde que nascemos, nossa mente é invadida por valores éticos, advindos do mundo externo. Bombardeiam-nos com ideais, ensinamentos morais. Em meio à nossa atonia mental, tudo o que fazemos é receber, engolir tudo isso. Para padronizar isso, criou-se o que chamamos de escola.
Não só isso. Somos cegados pelos habitantes do mundo. Uma tela de vidro com permeabilidade seletiva é colocada na frente dos fatos. Notícias e fatos interpretados e inventados pelas emissoras. Daí, desse poço de informações, que nada nos garante não ser corrompido, que tiramos nosso pensamentos e nossas verdades.
Em um fundo resguardado de nossa consciência, sabemos que não temos mais do que pré-conceitos convencionados passados de geração em geração. Será por isso que, em meio a ensinamentos sagrados, foi dito que somos livres para escolher nossos caminhos? Para pelo menos fingirmos ter certeza de que não somos controlados? Não é acdérmico pensar nisso, o mesmo foi feito com a morte. Criamos a certeza para não viver no medo e escuridão da incerteza.
Lembro-lhes que podemos não sentir o controle. Ele pode vir de maneiras mais peculiares do que ordens, como gostos e desgostos e idealizações pré-programados e instalados em nossa mente quando somos feitos (o modo que for). Não deixemos de viver, mas também não fechemos os olhos. Somos apalermados e o que nos resta é esperar para a resposta ser enxergue, como um gajeiro avistando uma ilha.
Pensamos seguir e formalizar nossas próprias idéias e caminhos. Mas, se enfim repensarmos o passado, perceberemos que tudo isso veio para nós através de nossos pais, que por sua vez receberam de seus pais e assim sucessivamente, de modo que foi preciso somente alguns seres humanos darem os primeiros pontapés. O que é esquecido por nossos genitores é passado via televisão, livros, revistas e manuscritos.
Desde que nascemos, nossa mente é invadida por valores éticos, advindos do mundo externo. Bombardeiam-nos com ideais, ensinamentos morais. Em meio à nossa atonia mental, tudo o que fazemos é receber, engolir tudo isso. Para padronizar isso, criou-se o que chamamos de escola.
Não só isso. Somos cegados pelos habitantes do mundo. Uma tela de vidro com permeabilidade seletiva é colocada na frente dos fatos. Notícias e fatos interpretados e inventados pelas emissoras. Daí, desse poço de informações, que nada nos garante não ser corrompido, que tiramos nosso pensamentos e nossas verdades.
Em um fundo resguardado de nossa consciência, sabemos que não temos mais do que pré-conceitos convencionados passados de geração em geração. Será por isso que, em meio a ensinamentos sagrados, foi dito que somos livres para escolher nossos caminhos? Para pelo menos fingirmos ter certeza de que não somos controlados? Não é acdérmico pensar nisso, o mesmo foi feito com a morte. Criamos a certeza para não viver no medo e escuridão da incerteza.
Lembro-lhes que podemos não sentir o controle. Ele pode vir de maneiras mais peculiares do que ordens, como gostos e desgostos e idealizações pré-programados e instalados em nossa mente quando somos feitos (o modo que for). Não deixemos de viver, mas também não fechemos os olhos. Somos apalermados e o que nos resta é esperar para a resposta ser enxergue, como um gajeiro avistando uma ilha.
Postagens.
Minhas postagens tratarão quase exclusivamente de meus pensamentos idéias. Para muito inúteis, para poucos interessantes, para menos pessoas ainda, útil. Neste mundo conturbado de ideais perdidos, sou mais um parvo tentando lançar idéias advindas de noites mal dormidas e divagações em momentos de tédio ou de loucura extrema.
O que aqui será publicado, por mais que em certos momentos pareça ofensivo a você ou a sua nação ou ainda à sua integridade moral, terá objetivo simples de expor meus pensamentos e provocar debates. Na maioria serão textos dissertativos sobre temas brandos e bastante pensados.
É bem provável que minhas opiniões sejam variáveis de outros grandes estudiosos, filósofos ou o que quer que seja. Afinal, meu acervo mental é baseado em grande parte no que leio e vejo, além do já citado fato de que terão como tema termos e conceitos bastante comentados no mundo atual.
Espero não desagradá-lo caro leitor, mas não mudarei sentenças nem ideais para tanto.
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